08/09/2015
SADISMO- MALDOSO
I – (S.M.) prazer em causar malvadeza ou perversidades (ex: sadismo usado nas torturas e repressões políticas, com ou sem erotismo. A ditadura. Atos de alguns policiais nos porões das delegacias quando desejam extrair confissões do prisioneiro. Quando se infringe leis absurdas em nome da pátria ou da religião, etc.) Tudo que vem de encontro à dignidade humana. Esse tipo de sadismo deve ser submetido aos rigores da lei.
II – SADISMO-PSICOPÁTICO: (S.P.) doença, esta sim, mental (ex: os estupradores. Assassinos em série. Mania de perseguição chegando ao assassinato porque o outro é persona non grata. Nesses casos o doente cria em sua mente mal querências e rancores inexistentes). Esses psicopatas devem ser tratados pela medicina.
III – SADISMO-ERÓTICO: (S.E.) nos casos, em que adultos, de comum acordo, praticam “torturas deliciosas” tendo prazer e causando prazer ao parceiro, num perfeito equilíbrio e respeito pelo limite do outro, onde tudo não passa de um jogo. O sádico-erótico só se satisfaz se estiver satisfazendo o tesão, estimulando o erotismo, e dando prazer sexual a si e ao companheiro. Isto é, contribuindo para a felicidade do outro. Nessa prática, não chega a causar danos físicos ou de foro íntimo.
O Masoquismo, também tem três categorias:
I – MASOQUISTA-COMPULSIVO: (M.C.) quem sofre de compulsão de morte e, não tendo coragem de se matar, entrega-se de forma definitiva a S.M. (Sádicos-Maldosos) ou a S.P. (Sádicos Psicopáticos) para ser eliminado, num clima supostamente tido como erótico. Ex.: casos acontecidos na “La Societé de Sade” em Paris, ou na “Samos S/M. Club” na Holanda, onde verdadeiros rituais macabros são realizados. Muitos “escravos” que se oferecem ao sacrifício morrem no cerimonial. Através de um “contrato” firmado em cartório, fazem suas próprias leis. Atuam na ilegalidade, estão sempre mudando de endereço e usam o seu “poder” para ditar as próprias regras. Matam e morrem em busca de um prazer mais intenso, que pensam conseguir só dessa forma. Freud denominou-o “masoquista-moral”.
II – MASOQUISTA-ALIENADO: (M.A.) pessoas que não sabem o que querem, ou pela desinformação ou por desconhecerem seus limites. Aqui se enquadram pessoas submissas pela imposição social. Exemplos: 1 – a condição feminina perante a sociedade machista, culturalmente exercida por séculos, com direitos e privilégios para os homens, deveres e prejuízos para as mulheres. 2 – aqueles que sonham e fantasiam cenas, excitam-se ao máximo,imaginando punições ou castigos, humilhações e degradações, sem avaliar as situações. Querem realizar suas fantasias sem saber qual método usar. Chegam a pôr em risco sua integridade física. Muitas vezes, na prática, não funciona o que foi idealizado na teoria. Em vez de parar, o indivíduo é levado por um desejo insano de conseguir realizar sua fantasia. Outros, ao perceber que não agüentam nem a metade do que imaginaram, forçam prazeres nem sempre conseguidos. Seus devaneios, intensos na fantasia, não trazem satisfação na realidade. Não se importam de sofrer até as últimas conseqüências, além de seus limites, sabendo que podem chegará morte.
III – MASOQUISTA-ERÓTICO: (M.E.) quem sente prazer em ser humilhado, degradado física e mentalmente, sabendo transformar tudo, inclusive a dor, em prazer e excitação. Os praticantes de parafilias diversas vêm de encontro a muitos padrões de comportamento. Principalmente quem curte a dor é considerado fora do padrão “normal”. Mas é preciso saber que o corpo “avisa” através dos nervos, ao cérebro, quando a dor o atinge. Por meio de métodos ainda pouco pesquisados, já podemos alcançar explicações para o fenômeno da dor aliada ao prazer. O masoquista-erótico sente prazer com a tortura, mas tem seus limites. Busca relacionamento não-violento, sem agressividade. É uma ternura agressiva e uma carícia violenta. Apesar de não ter dedicado grandes estudos aos que sabem transformar a dor em prazer, Freud parece ter denominado de “masoquista-erotogênico”. Nos meus primeiros artigos eu dizia que isso era uma mágica e que mágica não se explica. De acordo com o avanço de minhas pesquisas, essa “mágica” hoje já tem explicação!
Será que nós, praticantes de BDSM, que entendemos como premissa a consensualidade, a segurança e sanidade (CSS), temos que continuar sendo vistos tanto por leigos como por médicos como loucos e doentes mentais? Do senso comum já esperamos falta de compreensão. Mas dos especialistas em sexualidade e erotismo é no mínimo decepcionante. Claro que existe apoiadores da área ou aqueles que não nos julgam com distúrbio, mas a comunidade internacional de saúde deveria seguir o exemplo da Suécia que DESPATOLOGIZOU o sadomasoquismo.
RISCOS E DOENÇAS
fetichistas e possíveis riscos de contagio envolvido.
Para os praticantes de urofilia uma boa noticia…
A urina não contem carga viral, e por isso não ha risco de contagio de HIV.
O único perigo nesse jogo está no praticante ter alguma infecção ou algo do tipo.
Já a pratica de scat, apesar de não trazer grandes riscos em relação ao vírus HIV, pode ser uma forma de contagio de hepatites.
Pra quem curte jogos.... Médicos é sempre indicado o uso de luvas cirurgicas
e que seja evitado o contato direto com sangue. Saline, agulhas enfim…
jogos desse teor devem ter o cuidado especial com a higiene dos materiais,
assim como aprendizado prévio para que não haja nenhum problema
Lembrando que pro fist fuck também é necessário o uso da luva cirúrgica.
A região anal tem muitos vasos sanguíneos que gera uma grande chance de ocorrer sangramentos durante a pratica.
Dentro das práticas BDSM o que chama mais atenção pra riscos do HIV são a chuva de prata e fetiches ligados ao sangue.
Ingerir esperma ou sangue de fato é um grande risco não só com o HIV mas con outras DST´s também. Para esses casos o recomendada a testagem constante de ambos parceiros, como forma de curtir o prazer sem culpa ou medo.
Pessoas que convivem com o vírus HIV também podem praticar o BDSM de forma segura.
Basta cuidar dos casos específicos de prevenção que cada prática pede.
EU DOMINATRIX RAINHA LAILA repudio qualquer forma de preconceito e acredita que todos temos o direito de curtir a vida de forma plena e principalmente segura!
Para os praticantes de urofilia uma boa noticia…
A urina não contem carga viral, e por isso não ha risco de contagio de HIV.
O único perigo nesse jogo está no praticante ter alguma infecção ou algo do tipo.
Já a pratica de scat, apesar de não trazer grandes riscos em relação ao vírus HIV, pode ser uma forma de contagio de hepatites.
Pra quem curte jogos.... Médicos é sempre indicado o uso de luvas cirurgicas
e que seja evitado o contato direto com sangue. Saline, agulhas enfim…
jogos desse teor devem ter o cuidado especial com a higiene dos materiais,
assim como aprendizado prévio para que não haja nenhum problema
Lembrando que pro fist fuck também é necessário o uso da luva cirúrgica.
A região anal tem muitos vasos sanguíneos que gera uma grande chance de ocorrer sangramentos durante a pratica.
Dentro das práticas BDSM o que chama mais atenção pra riscos do HIV são a chuva de prata e fetiches ligados ao sangue.
Ingerir esperma ou sangue de fato é um grande risco não só com o HIV mas con outras DST´s também. Para esses casos o recomendada a testagem constante de ambos parceiros, como forma de curtir o prazer sem culpa ou medo.
Pessoas que convivem com o vírus HIV também podem praticar o BDSM de forma segura.
Basta cuidar dos casos específicos de prevenção que cada prática pede.
EU DOMINATRIX RAINHA LAILA repudio qualquer forma de preconceito e acredita que todos temos o direito de curtir a vida de forma plena e principalmente segura!
SUBMISSÃO CONCIÊNTE
Eu, ser individual acredito que, antes de assumir a posição de submisso, é fundamental perguntar a si mesmo a real razão desse desejo.
Seu prazer e satisfação encontram-se no servir ou a busca de umA DOMINATRIX se relaciona a alguma carência emocional/sexual?
BDSM é um estilo de vida, um jogo de adultos onde cada parte deve estar consciente de seu papel e dos motivos que lhe levam a assumir esse papel.
embora os jogos sexuais sejam infinitamente mais intensos e excitantes do que no chamado sexo baunilha.
Penso que o BDSM é um imenso universo e abarca as mais variadas formas de masoquismo e sadismo – desde a DP á humilhação física/verbal e a imposição da dor como forma de prazer.
Submissão implica em servir incondicionalmente a DOMINATRIX, entregando-se de forma plena e confiante ao seu domínio, e permitindo a desconstrução de posicionamentos e conceitos, para que o escravo seja moldado de acordo com os desejos da DONA.
Mas como toda a relação, D/s é uma troca que deve proporcionar prazer a ambas as partes. Entregar-se ao domínio e a satisfação dos desejos do outro deve proporcionar àquele que se entrega uma profunda realização de seus próprios desejos.
E, na maioria das vezes, a desconstrução e busca de superação de limites, no exercício da entrega, amplia horizontes e nos brinda com novas e desconhecidas formas de prazer.
Acredito que submissão seja uma incrível forma de autoconhecimento, pois é na capacidade de entrega que descobrimos quem somos, o que nos dá prazer, quais nossos limites. Enfim, submissão é um profundo mergulho no EU.
Mas aconselho muito cuidado nesse mergulho. Mergulhe apenas sob a orientação de uma DOMINATRIX verdadeira e qualificada, que saiba honrar o ser DOMINATRIX.
CONTRATO
Um contrato desse tipo não tem fins legais, mas serve pra firmar o compromisso entre mestre e escravo!! O passo de assinar um contrato para muitos significa a entrega absoluta entre o mestre e o escravo.
Dentro desse instrumento são definidos de forma pratica as informações sobre os limites estabelecidos entre ambas as partes envolvidas, assim como características gerais. É um grande passo firmar um contrato ja que, mesmo sem validade legal, é um compromisso firmado que deve ser respeitado.
TÍTULOS
Títulos
Deusa: É uma Dominadora que gosta de adoração. Segue uma linha de dominação que pode ser associada a uma religião. Sendo a Dominadora o objeto de veneração, física, psicológica e até espiritual, por parte do dominado.
Dominadora: Está ligada diretamente a relações D/s na essência da palavra relacionamento. O termo está associado à jogos de controle. A Dominadora gosta de controlar aspectos físicos e emocionais e sociais da vida do dominado.
Dominatrix: É uma Dominadora tributada. Normalmente uma taxa é cobrada por sessão, mas em alguns casos os valores são estipulados por período. Ex. mensalmente ou semanalmente. Não está associado à prostituição.
Obs. Adicionando outros X após o título (Dominatrixxx/Dominatrix XXX) significa que nas sessões acontece sexo com penetração.
Domme: É uma Dominadora que gosta de práticas sádicas. Normalmente segue uma linha de dominação com atividades físicas que causam dor, mas também utiliza jogos psicológicos para causar sofrimento no dominado. Está associado diretamente ao sadomasoquismo.
Lady: É uma Dominadora que busca dominar com sofisticação e tendo envolvimento pessoal com o seu dominado. É definitivamente uma dama, que pretende unir relacionamento baunilha com a relação BDSM.
Mistress/Mestra: É uma dominadora com profundo conhecimento do BDSM. É uma estudiosa dos fetiches, mesmo os que não estão entre suas preferências. O título Mestra não se aplica apenas para os conhecedores da teoria, mas também para aqueles que estão dispostos a ensinar e passar seus conhecimentos adiante.
Obs. Associados diretamente ao título Mestra estão, o Mentora, quando a Dominadora ensina outro Top(aprendiz), e Tutora, quando ela cuida e orienta um bontton.
Rainha: É uma Dominadora que gosta de adoração dos pés e a seus pés. Sua essência está ligada diretamente à podolatria. Práticas como trampling, cruching e footjob estão associadas a esse título.
DICIONÁRIO BDSM
Conheça os termos mais usados no BDSM !!
Afogamento – Forma de asfixia com utilização de água, geralmente por imersão.
Adestrar (Adestramento) – O ato de condicionar alguém a atitudes e levar o indivíduo a responder a estímulos variados de acordo com sua vontade. Impor regras e normas de comportamento, bem como padronizar algumas respostas a determinadas ordens ou estímulos.
Agulhas – Utilizada em jogos e cenas, tem forte efeito psicológico, superior ao da dor. Por requerer habilidade e diversos cuidados, inclusive na escolha do material, do tipo apropriado, da forma de inserção e dos locais de penetração, não é uma prática recomendada para praticantes ativos com pouca experiência, sem um prévio e minucioso estudo e conhecimento.
Ajoelhar – Ato belo e comum aos escravos no BDSM. Pode ter várias finalidades: demonstrar a submissão ou denotar adoração ao Dono e expor disciplina, paciência e resignação ao manter-se aos pés dele.Impõe-se fartamente o ajoelhamento em rituais, para podolatria ou mesmo para o sexo oral. O ajoelhamento pode ser também utilizado como tortura, caso o escravo seja obrigado a se ajoelhar sobre milho ou outros objetos e superfícies incômodas ou dolorosas.
Alimentação Controlada – Consiste em privar, forçar ou especificar a alimentação do escravo, com diversos objetivos:
* Disciplinamento: Fazer o escravo se alimentar daquilo que o Mestre determina, nos horários e na quantidade que ele determina. Seja com objetivo de obediência ou mesmo de regime alimentar;
* Tortura: Forçar o escravo a se alimentar somente (primordialmente) de alimentos que se desagrade
* Restrição: Restringir os alimentos de agrado do escravo;
* Punição: Forçar o Jejum ou a ingestão de alimentos repulsivos;
* Humilhação: Ao restringir certos alimentos, ou até mesmo a forma como o escravo se alimenta, pode-se obter bons jogos de humilhação e disciplinamento.
Algemas – Podem ser de metal, idênticas a de utilização policial, ou de couro, estas com clips para prender e soltar facilmente.
Algolagnia – O ato de transformar a dor em prazer sexual. Um sinônimo para sadomasoquismo.
Arnica – Substância utilizada pára aliviar a dor e as marcas resultantes de torturas.
Arreios – Peça geralmente feita de couro tanto usado por mestres quando por escravos. Existem vários tipos de arreios. De corpo inteiro, parcial e até mesmo peniano. Muito comum em práticas de pony play.
Asfixia – Praticada não só por sufocamento e estrangulamento, mas também através da utilização de sacos plástico ou submersão, visando o prazer que pode ser proporcionado pela mesma àqueles que se agradam,mas sempre com o máximo cuidado de não ir além dos limites de segurança.
Auto-flagelo – Prática que consiste em impor e efetuar torturas em si próprio. Na Dominação Virtual acaba sendo amplamente utilizado o auto-flagelo sob ordens expressas do Dono à distância.
Avaliação – É usual o escravo passar por uma avaliação visual e táctil de seu corpo, seja para sua aprovação inicial como escravo, seja para revisão prévia a cada sessão.
Barra Extensora – Barras longas, usualmente de metal madeira com argolas e/ou furos em cada ponta, usadas em situações de imobilização para manter os braços ou pernas do submisso afastadas.
Baunilha (vanilla) – É o termo usado para relação convencionais que não englobam praticas do BDSM.
BDSM – Sigla que significa:
BD = Bondage e Disciplina
DS = Dominação e submissão
SM = Sadomasoquismo
Bofetada, (Tapa, Bofetão) – Ato de se bater no rosto com a mão espalmada. Tem forte e imediato efeito psicológico e moral.
Bola – Esfera de metal pesado que se prende (geralmente no tornozelo) do escravo, para limitar/dificultar sua locomoção.
Bolinhas Tailandesas – Objeto de prazer que consiste numa seqüência de bolas presas a uma corda utilizadas para inserção anal.
Bondage – Arte de amarrar, mais comumente utilizando-se cordas, podendo-se também utilizar panos, tiras elásticas e até fitas adesivas. Nome também empregado para qualquer forma de prender o escravo, inclusive por algemas ou correntes.
Bondage Americano – Bondage que utiliza cordas de algodão.
Botton – Praticante na posição de submissão, entrega, masoquismo, obediência, etc. Escravo.
Branding – Ato de queimar ou marcar o escravo a ferro quente.
Brincos Genitais – Brincos presos ao pênis e escroto do escravo, geralmente mediante piercing, simbolizando marca de propriedade.
Bukkake – Prática que consiste em um ou mais homens ejacularem fartamente sobre o rosto do escravo
Bull Whip – Chicote trançado fino e bem longo. Necessita de habilidade para seu uso, geralmente há uma boa distância do escravo.
Calabouço (Dungeon) – Aposento projetado e especificamente decorado e equipado para sessões BDSM. Também conhecido como masmorra.
Camisa de Força – Camisa de forte material, geralmente lona, utilizada por centros psiquiátricos para imobilizações e também no BDSM com o mesmo fim.
Camurça – Material usado na confecção de chicotes que provoquem dor bem moderada.
Cane – Vara de madeira usada para surras. Pode ter vários comprimentos e grossuras. A mais usual (e hard) é a Vara de Rattan (produzida com este material).
Canga – Objeto de prisão e tortura, fixo ou solto, que consiste numa tábua, dividida em duas, com orifícios, que ao ser fechada o furo maior prende o pescoço e os dois menores os pulsos do escravo. Existe também. a canga com 4 furos, para os pulsos e tornozelos.
Canning – Espancamento com cane.
Cavalete – Utensílio mobiliar de tortura que consiste numa trave horizontal onde se coloca o escravo montada. Com o tempo e o peso do corpo sobre os genitais, o incômodo se transforma em dor de intensidade crescente.
CBT (Cock and Ball Torture) -Termo que define a tortura nos genitais masculinos.
Cena – Uma cena é uma atividade/jogo específico dentro de uma sessão ou relacionamento. P.ex: Uma cena de spanking, uma cena de chuvas, de sexo, de disciplinamento, etc.(Não confundir sessão com cena. A sessão é composta de diversas cenas.)
Cera depiladora – Usada no BDSM como tortura.
Cigarros – Utilizados no BDSM para branding, como adereço de charme, para humilhação (baforando no rosto do escravo ou usando-o como cinzeiro) ou disciplinamento (ao ordenar que o escravo o acenda, porte o cinzeiro ou limpe as cinzas).
Cinto, Cinta – Utilizado para surras, o cinto pode ser bastante doloroso. Além de, por causa de suas costuras e de sua própria constituição, poder chegar a doer e marcar mais que um chicote bem escolhido.
Cinto de Castidade – Utensilio que é colocado no pênis e escroto a fim de impedir o escravo de ter contato com a própria genitália. há uma vários tipos de materiais que são confeccionados voltados para homens. Metal, acrílico entre outros. Todos vem com cadeado ficando no geral a chave com o seu senhor. Vale frisar pelo cuidado com a higiene por parte dos escravos ao utilizar o cinto.
Clamps – Instrumento de tortura para pressão. Podem ser aplicados em varias partes do corpo como mamilo, dorso e escroto .São de quatro tipos básicos: Prendedores (de roupa ou semelhantes aos mesmos), Jacarés , pinça e clamp japonês .
Clamp Japonês – Um engenhoso tipo de clamp que aumenta a pressão na medida em que se puxa a corrente ligada ao mesmo.
Contrato – Um acordo escrito e formal entre as partes (Dom e sub) definindo direitos e obrigações de cada um. Estes contratos não têm qualquer valor jurídico, mas algumas vezes são utilizados para definir e delimitar relacionamentos e limites(… ou expressar formalmente a entrega do escravo).
Coleira – É um item dado pelo dominador ao seu escravo como forma de denominar posse sobre ele. Muito usado durante sessões de dog trainee
Couro – Material muito utilizado para vestimentas e equipamentos no BDSM. Também ha o fetiche leather que não necessariamente se enquadre no perfil SM
Chicote de Cavalariça – Chicote usado por Jóqueis para montaria. Chicote da Tiazinha.
Chicote de Couro Cru – Chicote de uma única tira de couro cru trançado (se tiver varias tiras, torna-se um rabo de gato)
Chuva Dourada – Jogos e fantasias envolvendo urina. Cena que consiste em se urinar sobre o parceiro.
Chuva Marrom – Jogos e fantasias envolvendo fezes. Cena que consiste em se defecar sobre o parceiro.
Chuva Prata – Jogos e fantasias envolvendo suor, saliva, gozo e(ou) esperma.
Crossdressing – Ato de se vestir-se ou obrigar o sub a vestir roupas e indumentárias do sexo oposto. Travestismo.
Crucificação – Prática de se prender o escravo a uma cruz e ali deixá-lo. Mais que uma forma de imobilização, a crucificação torna-se uma tortura a partir do momento em que o escravo é ali deixado por longas horas até que perca sua sustentação nas pernas.
Cruz de Santo André – É um tipo de cruz em X onde o escravo é presa com as mãos e pés afastados.
Doação – Menos comum que o empréstimo e o leilão, o Dom também pode ter o direito de doar a seu escravo. Assim, a doação se processaria como no leilão: a obrigação do escravo para com seu ex-Dono que a doou se restringe apenas a uma sessão com o novo Dono, uma vez que uma doação não pode definir nem impor a entrega permanente da submissão do escravo, que é algo pessoal e subjetivo.
Dogplay – Práticas e cenas que consistem em usar o escravo como cachorro. Muito usado em durante o adestramento dos escravos.
Dominação – Base do BDSM, mais especificamente do D/s, que consiste na imposição, disciplinamento, adestramento e condução das atitudes do escravo, neste caso, a submisso.
Dominação Psicológica – Prática de dominação que consiste em jogos de humilhação e subjugo verbal e psicológico, muitas vezes mediante disciplinamento rígido, humilhação, inferiorização ou jogos/palavras de forte impacto emocional. Também define a tentativa de coordenação, disciplinamento, adestramento e condução dos sentimentos e pensamentos do escravo.
Dominação Pública – Prática de dominação que consiste em jogos e cenas em locais públicos.
Dominação Virtual – Dominação feita através da Internet, que consiste em narrar interativamente cenas BDSM ou mesmo impor castigos, regras, ordens e tarefas à distância.
Dominador – Praticante do BDSM ligado ao controle dos submissos. Instigado pelo prazer da dominação e no geral sádico.
Dono – Aquele que adestra e domina o escravo. Dono da coleira e com direito de uso do escravo dentro dos termos estabelecidos.
Dorei – Praticante passivo de shibari.
D/s – Dominação/submissão
Dupla Penetração (DP) – Pratica de penetração com 2 pênis simultaneamente.
Eletroestimulação – Prática mais comum no BDSM, onde são infligidos nos escravo choques eletricos de pequenas voltagens controladas através de aparelhos próprios para estimulação involuntária de nervos e músculos do corpo, gerando reações diversas. Requer diversos cuidados com a forma, local de aplicação e estado de saúde do escravo.
Empregado Domestico – Cena BDSM que consiste na transformação visual e de atitudes do escravo em empregado doméstico
Enema – Ato de inserção de líquidos pelo ânus e reto; Lavagem intestinal.É utilizado no BDSM como tortura (se for em grande quantidade), humilhação (pelos resultados escatológicos) ou para higiene do escravo antes do sexo anal.
Enforcamento – Forma de asfixia, de incômodo ou mesmo de restrição de movimentos do escravo.
Escarificação – A escarificação é o ato de provocar pequenas cicatrizes na pele com instrumentos cortantes, lixas ou materiais abrasivos. Os cortes são superficiais e podem ter formas geométricas, letras, (ou, mais objetivamente, denotar uma marca de propriedade). Como há sangramento, o risco de transmissão de doenças.
Escárnio – Cena BDSM que consiste em se escrever nomes injuriosos, humilhantes e agressivos no corpo do escravo, com uso de tinta, bem como palavras de ordem como “coma-me”, “chupe-me”, etc.,geralmente antes de sua exposição ou empréstimo.
Escravo – O escravo é aquele que saí do estagio de submissão e assume a posição perante ao seu senhor. Adotando o BDSM não apenas como mera pratica sexual mas se submetendo de forma concreta aos desejos e decisões daquele que o controla.
Espéculo Retal – Instrumento médico usado geralmente usado na região anal. Alguns mestres o usam com escravos para dilatação anal.
Espéculo Oral – Instrumento médico usado para manter o escravo com a boca aberta de acordo com o desejo do seu mestre.
Espancamento – A palavra, como muitas outras em BDSM, assusta iniciantes e curiosos. Mas usado de forma consensual visando o prazer e respeitando os limites das partes envolvidas no processo.
Espora (circular) – Espora de pontas finas e circulares, presa a um cabo e giratória, utilizada para tortura do escravo.As pontas não chegam a penetrar a pele, porém, o efeito psicológico e a sensação no momento são extremamente torturantes, ainda mais vendando-se o escravo. Em partes sensíveis do corpo, como mamilos e genitália, a espora é bastante dolorosa.
Estupro consensual – Pratica onde é interpretado um ato de estupro sendo que ambas as partes tem que estar cientes e concordarem com isso. Lembrando que o estupro não sendo consensual é crime!!
Estrangulamento (Agonofilia) – Prática que consiste em fantasiar o estrangulamento, visando “hipoxifilia”.
Face-Sitting – Prática ligada à ato do dominador sentar-se sobre o rosto do escravo.
Feminização – Jogo erótico de dominação onde o escravo é vestido e tratado como menina ou mulher.
Fetichismo – Erotização de objetos, comportamentos, vestimentas ou partes do corpo.
Fisting fuck – Prática que consiste na inserção de mãos, punhos, braços no anus do escravo
Flog – Tipo de chicote com varias tiras de couro.Se as tiras forem trançadas, leva o nome de rabo de gato.
Food-Rituals – Rituais, humilhações, torturas e/ou estimulações envolvendo comida.
Gaiola – Pequena Jaula, normalmente utilizada para prender a escrava em posição incômoda e bem restrita.
Gags, Gag Ball – Instrumentos que são inseridos na boca para dificultar a fala do escravo, mas principalmente para humilhação de fazê-la salivar/babar intensamente. Podem ter a forma de bola, arreio, argola, etc.
Existem os Gag-Balls com balão interno de inflar que são usados também para asfixia.
Gelo – Tanto o gelo como qualquer outro material gélido são amplamente utilizados no BDSM para tortura e sensibilização.
Guia – Tira de corrente ou outro material destinada a prender-se na argola da coleira de sessão para com ela o Dom puxar e guiar o escravo.
Hashi – Os palitos utilizados como talher na culinária oriental e que, juntamente com elásticos, pode ser utilizado no BDSM como clamps.
Hipoxifilia – Atração por teor reduzido de oxigênio, mediante utilização de mascaras de gás, panos molhados, estrangulamento e sufocamento.
Humilhação – Ato de provocar a DOR MORAL. Redução deliberada do ego para propósitos eróticos, variando de embaraço moderado a degradação.
Imobilização – Ato de se restringir os movimentos do escravo.
Infantilização – Jogo erótico em que o escravo é tratada como bebê ou criança.
Ingestão Forçada – Tortura, disciplinamento ou humilhação que consiste na imposição de ingestão pelo escravo de determinado tipo de alimento, objeto ou substância.A ingestão forçada torna-se tortura quando o objetivo é o excesso de ingestão ou a ingestão de objetos repugnantes.
Inversão de papéis – Define duas práticas:
1. O ato de se inverter as posições dentro de uma sessão ou relacionamento, ou seja, o escravo dominar o Dom por um período de tempo determinado.
2. Cena em que a mulher(seja Domme ou mesmo a escrava) assume a posição masculina, penetrando o parceiro com uso de straps (pênis de borracha).
Jacarés – Um tipo de “Clamps”, ligado ou não por correntes.
Jaula – Gaiola de tamanho maior, usada para aprisionar o escravo, não necessariamente numa posição desconfortável.
Jogos Médicos (Medical Play) – Consiste nas práticas com alguns objetos de uso médico. Os mais difundidos são: espéculos retais, e ânsucópios. Enemas, cateteres, agulhas, saline e fist fucking podem entrar em sessões de Medical Play. Luvas cirúrgicas descartáveis são comumente utilizadas.
Látex – Material, assim como o couro, utilizado para roupas no BDSM.
Leilão – Prática grupal pública que objetiva leiloar escravos, seja apenas para pequenas cenas, seja com a completa transferência de posse. Neste último caso, a obrigação do escravo para com seu ex-Dono que a leiloou e(ou) para com o resultado do leilão se restringe apenas a uma sessão, uma vez que um leilão não pode definir nem impor a entrega permanente da submissão do escravo a um Dono, que é algo pessoal e subjetivo.
Limites – As fronteiras das atividades no BDSM acordadas e conversadas entre dominador e submisso, definindo o que e até onde uma prática, uma cena ou um relacionamento podem ir. Limites devem ser obrigatoriamente respeitados. O limite se aplica às regras, cenas, práticas, níveis de dominação e submissão, duração das cenas, etc.
Maiúsculas/Minúsculas – Refere-se à grafia de letras em BDSM virtual. É comum alguns Mestres teclarem sempre em maiúsculas, denotando sua condição de Top. Também existe a convenção de nicks de escravos iniciarem em minúsculas e de Doms em maiúsculas.
Máscara – Utilizada não só para preservar a identidade, tanto dos Mestres quanto dos escravos, mas também como utensílio de humilhação ou até tortura. Também usado para criação de ambiente / fetiche
Marcas – Resultantes de torturas. A grande arte do sádico está em saber adequar as marcas (sua intensidade e tempo de permanência) às possibilidades de exposição do escravo, não causando-a, assim, qualquer infortúnio pessoal ou profissional que contraria a segurança da relação
Marcas de Propriedade – Adereço que denote e demonstra que o escravo é propriedade/posse de um Dono. Pode ser de diversos tipos, desde um pingente ou brasão na coleira, um piercing, brinco peniano, anel, tatuagem ou mesmo um tipo específico de nick “escravo do Mestre” ou um adendo ao nick do escravo “escravo{M}”. A “marca de propriedade” não é o objeto em si (a coleira, a tatuagem, o anel, o piercing ou o nick), mas o desenho, o símbolo ou o brasão constante no mesmo, que este sim denota a propriedade.
Mesa Esticadora – Móvel muito utilizado para torturas medievais, que consiste numa mesa onde o escravo é presa numa ponta pelos pés e na outra pelas mãos e, por uma das pontas a corda ou corrente que a prende é enrolada numa roldana, puxando a escrava até o máximo de esticamento de seu corpo.
Milho – Utilizado para tortura de se colocar o escravo ajoelhada sobre ele. O milho mais usual é o de pipoca. Mas pode-se também utilizar feijão (para uma tortura mais light) ou milho de canjica (para uma dor mais intensa).Para torturas ainda mais hard pode ser utilizada também tampas de garrafa, limalhas de ferro ou outros materiais, bem como fazer o escravo ajoelhar sobre superfícies incomodas e/ou dolorosas, seja por sua textura ou ate temperatura.
Misofilia – Prática envolvendo sujeira.
Mordaça – Tipo de gag utilizado para impedir a fala do escravo (diferente dos “Gag, GagBalls”, “arreios” e “mordedores” que tem a função maior e humilhante de fazer a escrava salivar).
Mumificação – Prática de se imobilizar a escrava, enrolando seu corpo com ataduras, plástico, filme de PVC transparente (Magipack), ou congênere, impossibilitando qualquer movimento. Cuidado especial deve ser tomado para se evitar asfixia .
Munch – Reunião BDSM em local público, sem cenas, organizada com o fim de possibilitar que as pessoas se conheçam e/ou discutam sobre a filosofia BDSM.
Nick (apelido) – Apelido ou pseudônimo usado nas salas de bate papo e no meio virtual BDSM, que geralmente se estende ao meio real, onde Mestre e escravos se tratam pelo nick e não pelo nome de batismo.Os nicks podem indicar a condição de seu usuário. Seja pelo seu escrito (Mestre fulano, escravo beltrano) , seja pela forma como se escreve ( existe a convenção de Doms usarem nicks com iniciais maiúsculas e escravas com iniciais minúsculas). Os nicks também podem ter marcas de propriedade, indicando assim que o escravo tem Dono.
Nipple Clamps – Clamps aplicados aos mamilos.
Palmada – Ato de se bater com a palma das mãos.
Palmatória – Tala de madeira ou borracha, pesada, às vezes furada e/ou com ranhuras ou taxas, utilizada para spanking.
Pau de Arara – Forma e posição de se prender o escravo suspenso, de forma incômoda.
Pelourinho – Coluna de madeira, pedra ou mesmo metal, onde se prende o escravo em pé para exposição e tortura. Tronco.
Piercing – Brincos para perfuração e ornamentação de partes do corpo. No BDSM é utilizado como marca de propriedade.
Pinça – Um tipo de “clamps”, no formato de uma pinça, geralmente ligados a correntes.
Piss – Mesmo que “Chuva Dourada”
Play-Party – Reuniões sociais onde ocorrem se desenrolam cenas BDSM.
Plug – Objeto em formato cônico ou cilíndrico com um estreitamento na base, próprio para ser inserido no ânus. Alguns podem vibrar ou expelir líquidos. São usados para dilatação, treinamento/disciplinamento anal ou mesmo para humilhação do escravo, ao impor-se seu uso secreto em momentos cotidianos.
Podofilia – É a fantasia sexual/atração por pés (Não confundir com “Pedofilia” que é o CRIME de seduzir menores de idade)
Poney Boy – Diz-se do praticante e da prática que consiste em transformar o escravo em cavalo seja cavalgando sobre ele, seja com a utilização de charretes próprias.
Poney-Play – Cenas onde um dos praticantes assume um papel eqüino.
Posições Incômodas – É comum o escravo ser preso em posições incômodas como forma de disciplinamento ou tortura.
Prendedores (de mamilos/genitais) – Um tipo de “Clamps”, semelhante ao usado para prender roupas em varal ou o próprio.
Privação dos Sentidos – Um dos meios de provocação de DOR PSICOLÓGICA. Técnica de dominação que reduz as informações sensoriais, utilizando-se mordaças, capuzes, vendas, tampões, e/ou outros instrumentos.
Rabo de gato – Chicote tipo flog com as tiras trançadas.
Raquete – Utilizada para espancamento, como palmatória.
Regras – Normas de conduta preliminares e básicas impostas ao escravo
Régua – Utilizada para espancamento, pode ser uma eficiente palmatória.<
Relho – Chicote Hard, de couro seco trançado que provoca hematomas internos.
Rimming – É o sexo oral no ânus. Ato de lamber ou beijar o ânus. Também conhecido popularmente como cunete.
Ritual – Encenação durante uma sessão, com movimentos, comportamentos e falas pré-estabelecidos.
Roda – Móvel de tortura muito usado na Idade Média e pela inquisição que consiste numa roda onde a vítima é presa em X. Nas torturas medievais a vítima tinha seus braços e pernas quebrados para impedir sua sustentação na roda que era girada na maior velocidade possível. Nas práticas BDSM a roda e utilizada para colocar com facilidade o escravo em diversas posições, inclusive de cabeça para baixo. A “roda” não precisa ser obrigatoriamente circular. Uma cruz de Santo André pode perfeitamente servir de roda, se girar.
Saline – A técnica consiste na inserção de solução salinea (como soro fisiológico) no escroto do escravo. É uma pratica que requer cuidados ao ser executada assim como experiência do dominador afim de não gerar danos ao escravo. No geral o liquido é eliminado pelo próprio organismo do escravo podendo levar alguns dias até voltar ao estado normal.
Saliromania – Praticas e prazer associados ao suor.
Sádico Sexual – Aquele que sente prazer em fazer sofrer física ou moralmente o parceiro ; que ou aquele que manifesta sadismo ligado a praticas consensuais de tortura.
SM ou S&M (sadomasoquismo) – Prática BDSM centrada na dor.
SSC – São, Seguro e Consensual. A importante tríade que separa o aceitável e o condenável no BDSM. Tudo que possa ser classificado como SSC é aceitável no BDSM, por mais que para alguns (ou nós mesmos) pareça um exagero ou absurdo. Da mesma forma, qualquer coisa que venha a ferir um dos elementos da tríade deve ser execrado e condenado, por mais que possa, a princípio, parecer um insignificante detalhe.
São – Sadio, higiênico, salutar, justo, íntegro, consciente, sóbrio, maduro.
Seguro – Prudente, comedido, cauteloso, responsável e respeitoso. Refere-se também à segurança física, psicológica e o respeito à vida pessoal, familiar e profissional do escravo (e, claro, também do Dominador).
Safe word – Palavra ou gesto pré-estabelecido entre as partes que, uma vez utilizado pela escrava, demonstra que a mesma atingiu seu limite de resistência com a cena.
Servo – Mesmo que escravo.
Serviçal Pessoal – Escravo dedicado a tarefas domésticas e pessoais do Dono. Não se transforma em empregadinho, pois mantém sua condição, visual e atitudes de escravo, não de empregado.
Sessão – Período de tempo (geralmente num local específico- Motel/masmorra) onde se desenvolve com maior intensidade e ininterruptamente o jogo BDSM. Sessão pode ser definida como um conjunto de cenas ou a “encenação” do BDSM (pelos adeptos da teoria de que BDSM seja teatro).
Sexo – Constante, usual e prazeroso no BDSM, mas não obrigatório, podendo este se resumir a cenas e jogos de dominação e sadomasoquismo.
Sexo Anal – Cópula com o anus para penetração.>
Sexo em público (agorofilia) – Pratica que no BDSM se expande também para a dominação, tortura, humilhações e cenas em geral.
Sexo Oral – Prazerosa prática baunilha amplamente utilizada no BDSM, mais como imposição do ato do escravo que como concessão do Mestre a ele.
Shibari – Tecnica japonêsa, praticado com o uso de cordas específicas que deixam desenhos no corpo do “Dorei”.
Silver Tape – Fita prateada e larga com forte poder adesivo, utilizada como eficiente mordaça, ou mesmo para “wraps”.
Socratismo – Estimulação anal por Introdução do(s) dedo(s).
Spanking – Cenas de espancamento. Nome utilizado dentro da comunidade BDSM para o ato de bater. No Brasil, spanking engloba o ato de bater com as mãos, chicote, vara, chinelo ou palmatória. Nos Estados unidos e Europa, há uma distinção entre o Spanking, Whipping e “Canning”. “Whipping” é qualquer atividade que envolva chicotes e Canning, que envolva varas. (bambu, rattan, etc.).
Submissão – Segundo o dicionário Aurélio: obediência, sujeição, subordinação, docilidade, servilidade, humildade e subserviência.
Suspensão – Técnica de imobilização onde o peso do escravo é total ou parcialmente suspenso. Esta prática requer cuidados especiais com o equipamento, sua resistência, fixação, tempo de permanência e posição do escravo.
Sucção – Sucção da pele, mamilos ou órgãos genitais, realizada com o auxílio de bomba de vácuo manual ou eletro-mecânica. Normalmente utiliza-se uma seringa de injeção preparada para tal.
Swing – Pratica entre casais que consiste em se permutar os parceiros.
Switcher – Aquele que se agrada do BDSM tanto como dominador/sádico, quanto como escravo/masoquista, praticando-o em ambas as posições, seja com um mesmo parceiro, seja com parceiros diferentes.
Tickling – Tortura por meio de cócegas.
Títulos Honoríficos – É comum o Top se auto-intitular honorificamente, em especial nos nicks utilizados pelo mesmo. Assim, utilizam termos como Lord, Herr, King, Imperador, etc. Porém, tais títulos não tem uma definição específica ligada a uma pratica ou comportamento (como Mestre, Dominador, Sádico, Dono e Mentor), sendo apenas uma auto-intitulação.
Toalha Molhada – Utilizada para espancamento, sendo bastante dolorosa, mas segura por não deixar marcas.
Top – Praticante na posição dominante.
Tornozeleiras – Algemas utilizadas nas pernas, mais especificamente nos tornozelos.
Trampling – Prática ligada a podolatria, que consiste em pisar o escravo, descalço ou com sapatos, podendo chegar até mesmo a caminhar sobre ele
Urofagia – Ingestão de urina.
Vampirismo – Cenas que envolvam sangue, com ou sem sua ingestão. Encenações de vampiros.
Vela de sete dias – Vela mais grossa cuja cera se acumula fartamente. A quantidade de cera que pinga sobre o corpo do escravo é maior, porém, com temperatura mais baixa.
Vendas – Usadas para restringir a visão do escravo.
Vergar – Ato e subjugar e dominar o escravo e assim conseguir sua entrega e/ou obediência.
Vistas Baixas – Usualmente imposta à escrava no BDSM como forma de demonstrar submissão.
24/7 – Termo e prática de definição muito controversa no BDSM. Mas basicamente e sem maior aprofundamento, pode-se definir o 24/7 como sendo uma relação BDSM com entrega e posse 24hs por dia, 7 dias por semana.
X – Posição muito prática e eficiente de se prender o escravo, por deixar seu corpo totalmente indefeso e acessível.
Wash (Jogos com água/Lavagem) – Cena que consiste em se lavar e/ou higienizar o escravo.
Wax – (cera quente de…) – Utiliza-se a cera quente de vela para pingá-la sobre o corpo do escravo.
Wraps – Prática semelhante à “mumificação”, porém, sem a cobertura total do corpo do escravo.
Zelofilia – Prazer derivado do ciúme. Jogos e cenas que envolvam ou provoquem ciúme.
Zoofilia – Prática sexual envolvendo animais.
LITURGIA
cresce o número de “praticantes” do BDSM, cada vez mais a liturgia vem sendo esquecida.
O vocábulo “Liturgia“, em grego, formado pelas raízes leit- (de “laós”, povo) e -urgía (trabalho, ofício) significa serviço ou trabalho público. Por extensão de sentido, passou a significar também pratica ritualística.
No BDSM a liturgia se enquadra como o conjunto de regras/ações que são seguidas pelos seus praticantes como forma de realizar a sua fantasia. Com a liturgia o jogo em si se torna real, saindo da teoria para a questão prática. Vamos a alguns exemplos:
Forma de tratamento:
Um submisso sabe que um Mestre ou mesmo um dominador nunca vai ser chamado por um pronome de tratamento intimo como “você”. A única exceção é se o mestre em questão autorizar previamente. Senhor, Mestre, Sir, Lord… enfim… termos que envolvam um certo respeito são os adequados. O mesmo vale no caso de estar na presença de uma Dominatrix, mesmo não tendo o desejo sexual direcionado a ela.
Rituais:
Dentro do BDSM existem certos ritos, como encoleiramento, a qual o Mestre pode escolher a série de ações a serem realizadas no ato. Podem ser usados rituais previamente estabelecidos e facilmente achados na internet. O importante é vivenciar essa ação não como teatro, como muitos dizem ser. Mas entender a importância desse ritual.
Comandos Gerais;
Durante uma sessão um Mestre pode estabelecer certos comandos que podem ser palavras, ações e qualquer coisa do tipo como forma do submisso reagir de acordo com o combinado previamente. Há também comandos em relação a vestimenta, como escravo só usar rubber, ou mesmo ficar apenas nú. Nesse quadro podemos colocar também a safe word que no caso é um ato litúrgico indispensável para qualquer sessão.
Preparação de uma cena:
Um Mestre pode criar um ambiente com os itens que pretende usar em uma sessão ou mesmo comandar seu escravo a preparar o espaço de acordo com as práticas que pretende usar nesse dia. No geral o ato de desmontar o ambiente fica a cargo do escravo podendo inclusive ser determinado um prazo de execução passível de punição.
Uso do escravo por 3ºs:
Um mestre após encoleirar um escravo se torna dono do mesmo. De forma que a vida sexual do submisso se torna de total responsabilidade do mestre. Abstinência, uso do escravo por 3ºs, seja para foda vanilla ou mesmo sessões devem ser negociadas pelo mestre seguindo o acordo estabelecido entre ambas as partes.
Respeito entre Cavalheiros:
Tradução de um termo que achei em um site gringo que acho que se enquadra nesse post. Um Mestre, antes de mais nada, deve prezar por sua honra e com isso respeitar os escravos encoleirados assim como outros mestres. Não há nada mais amadora do que o desrespeito a seus semelhantes.
Esses são alguns pontos que norteiam, ao menos na minha visão, o BDSM e o diferencia de uma foda vanilla ou mesmo qualquer pratica fetichista em si. Creio que sem esse norte o BDSM perde o sentido. Por fim lembro que dentro desse mundo existe uma grande gama de variações e cada um pode estabelecer a própria liturgia, desde que não esqueça dos princípios básicos. Boa sessão para Todos!!
OQUE É O BDSM ?
.
BDSM é um acrónimo para a expressão "Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo" um grupo de padrões de comportamento sexual humano. A sigla descreve os maiores subgrupos:
BDSM é um acrónimo para a expressão "Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo" um grupo de padrões de comportamento sexual humano. A sigla descreve os maiores subgrupos:
Bondage e Disciplina (BD)
Dominação e Submissão (DS)
Sadismo e Masoquismo ou Sadomasoquismo (SM)
Prática de BDSM
BDSM é um acrônimo para Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo.
O BDSM tem o intuito de trazer prazer sexual através da troca erótica de poder, que pode ou não envolver dor, submissão, tortura psicológica, cócegas e outros meios. Por padrão, a prática é provocada pela(o) Dominadora(o) e sentida pelo(a) Submisso(a).
Muitas das práticas BDSM são consideradas, num contexto de neutralidade ou não sexual, não agradáveis, indesejadas, ou desvantajosas. Por exemplo, a dor, a prisão, a submissão e até mesmo as cócegas são, geralmente, infligidas nas pessoas contra sua vontade, provocando essas sensações desagradáveis. Contudo, no contexto BSDM, estas práticas são levadas a cabo com o consentimento mútuo entre os participantes, levando-os a desfrutarem mutuamente.
O conceito fundamental sobre o qual o BDSM se apóia é que as práticas devem ser SSC (São, Seguro e Consensual). Atividades de BDSM não envolvem necessariamente a penetração mas, de forma geral, o BDSM é uma atividade erótica e as sessões geralmente são permeadas de sexo. O limite pessoal de cada um não deve ser ultrapassado, assim, para o fim de parar a sessão/prática, é utilizada a SAFEWORD (palavra de segurança)que é pré-estabelecida entre as partes.
A sigla BDSM
Na década de 90 pensou-se na sigla acima, como a junção dos termos: Bondage (escravidão, imobilização) & Disciplina, Dominação & Submissão, Sadismo & Masoquismo. Seria uma expressão mais abrangente e que permitiria distinguir os mais lights dos mais hards. Daí os que não gostavam de práticas mais violentas se intitulavam D/s (Dominação e Submissão) em contraposição aos mais “violentos”, os sadomasoquistas; o que na verdade não faz sentido algum, pois a violência não é inerente a apenas um dos grupos, mas a todos; assim, uma relação D/s pode ser mais violenta do que uma relação SM, conforme veremos adiante.
Na prática, não existem relações totalmente D/s ou somente S&M ou só B/D, haverá sempre, mesmo que mínimo, um ingrediente de um dos outros grupos.
Sem embargos, didaticamente, podemos estudar de forma separada esses três grupos.
Fetiches X BDSM, Diferenças e Similaridades
Fetiches são preferências sexuais não-baunilhas (o sabor de sorvete mais comum é de baunilha, assim usou-se esse termo para se referir a relações sexuais convencionais, comuns, que tem como expoente a posição “papai-mamãe”). Uma prática BDSM também, no entanto é feita com intuito de BDSM, já um fetiche é feito por si mesmo.
Práticas são condutas, ações, estados e/ou fetiches específicos dentro do BDSM. Exemplos: práticas de dogplay, foodplay, spanking. Muitas vezes estão grafadas em inglês, seja por não haver correspondente em nossa língua, seja para que as pessoas baunilhas não percebam do que se trata ou por simples costume de americanizar tudo.
Exemplo: existem pessoas que tem o fetiche da podolatria (gostam de pés) e o fazem num contexto onde não há dominação nem sadismo nem bondage, apenas gostam de pés e os cultuam. Simples assim.
Entretanto pode ser que uma escrava (quem se submete voluntariamente no BDSM) que tem o fetiche por pés o faça numa conotação de BDSM, para servir o seu Senhor, daí temos além de um fetiche, uma prática BDSM.
Todavia, pode ser que a escrava lamba o pé do dono apenas para agradá-lo, já que não gosta de podolatria, então estaremos diante de apenas uma pratica de BDSM, pelo prazer do dominador, e não de um fetiche.
Vemos então que fetiches e praticas de BDSM não são a mesma coisa, embora muitas vezes se confundam.
Bondage e Disciplina
Dentro dessa categoria temos o bondagista ativo, que é aquele que imobiliza o bondagista passivo (com vários estilos de amarrações, simples ou complexas, de origem oriental (shibari, etc.) ou ocidental (termo bondage), com cordas finas ou grossas, cadarços e outros materiais; imobilizações com fitas isolantes, papel filme, silver tape, outras fitas colantes; com algemas, prendedores, na Cruz de Santo André, na roda, em mecanismo medievais de madeira próprios,etc.).
Temos também o disciplinador e o disciplinado, onde, por óbvio, um disciplina e outro é disciplinado. Disciplina é aqui entendido como obrigar ou treinar alguém a fazer alguma atividade ou a adotar certas condutas ou regras.
Esses dois conceitos se entrelaçam, pois muitas vezes se usa da imobilização para disciplinar, sempre visando à formação e treinamento do(a) escravo (a) para fielmente exercer seu papel.
Embora o conceito de bondage pareça estar incluído na dominação e submissão, há relatos de quem já viu praticantes exclusivos de bondage, sem conotação de dominação ou de sadismo, apenas pela arte da imobilização; então, por isso, percebe-se, embora geralmente inserido num contexto D/s, ser dotado de possível autonomia, sendo correta a sua menção em separado.
Já a disciplina parece intrínseca no conceito de controle e dominação, mesmo várias práticas de disciplina sendo especiais (como poney play, dogplay, etc.), todas não deixam de ser dominação; aliás dominação em sentido amplo não deixa de ser uma disciplina, pois é controle. Então a Sigla BDSM deveria significar apenas Bondage, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo, embora a sigla continuasse a mesma, pois somente esses conceitos detém autonomia(podem ser verificados isoladamente), embora tal não seja comum. Assim disciplina estaria compreendida na dominação e por isso não mereceria destaque na sigla.
Dominação e Submissão
Uma relação de dominação e submissão é caracterizada pelo elemento controle. O dominante controla as ações e pensamentos do submisso, que se submete pelo prazer de fazer as vontades da dominante, pelo prazer que sente com o fato de a dominante ter prazer, é um prazer empático, um prazer de dar prazer.
Existem várias práticas relacionadas à dominação e submissão.
Por exemplo, o controle da conduta do submisso através de relatórios diários, o dogplay, em que o submisso se comporta como um cão, o foodplay “brincadeiras com comida”, em que se pode, por exemplo, usar o submisso como um prato, colocando-se comida em cima dele (como os filmes em que se come sushi em cima de uma japonesa), a dominação psicológica, em que a dominante molda ou tenta moldar (mais adiante falarei sobre essa polêmica) a psicologia da submissa, seus gestos, atitudes e até pensamentos conforme seus gostos e preferências.
Dominação psicológica
A dominação psicológica são os atos da dominadora para moldar ou tenta moldar a psicologia do submisso, seus gestos, atitudes e até pensamentos conforme seus gostos e preferências.
Ninguém discorda que é possível dominar fisicamente uma pessoa, agora quanto a sua mente, há controvérsias.
Claro que um dominação que se restringisse a práticas físicas seria superficial, mas se acreditar que alguém se deixará dominar totalmente de modo psicológico por outra pessoa é ser, no mínimo, ingênuo. A mente é um lugar onde só nós mesmos podemos acessar; é como uma casa onde só nós podemos entrar, mas conseguimos trocar cartas com os moradores da nossa vizinhança. Então, que o dominador consiga moldar gestos e atitudes e até algumas idéias é possível, mas que ele controle os pensamentos, dos quais nem a própria escrava tem controle (pense no fluxo de pensamentos constante que imunda sua mente; tente parar de pensar por um minuto sequer) é uma utopia.
Sadismo e Masoquismo
Sadismo é o prazer que se sente em ver o outro sofrer ou gosto em fazer o outro sofrer; é o prazer em ver o outro sentir dor física ou psicológica.
Masoquismo é o prazer em sentir dor ou o gosto em senti-la, é prazer pela dor ou a dor pela dor, seja física ou psíquica.
Essas condutas podem ser sexuais ou não, embora geralmente o sejam.
Exemplo de práticas sádicas clássicas: spanking (bater na pessoa com a mão, chicotes, palmatórias, galhos, colheres, metais, etc.), uso de agulhas (prática hard, consiste em penetrar agulhas na pele do masoquista, para fazê-lo sofrer), privação de comida ou água por um tempo, para que o masoquista passe fome e sede, cutting (cortes ou marcas na pele com lâminas frias), branding (cortes ou marcas na pele com lâminas quentes, em brasa), suturas (“costura” de partes da pele, como boca, órgãos genitais e outros, impedindo certos movimentos ou fechando certas aberturas), amarrações em posições que ocasionem dor, etc. ou qualquer outra prática que vise o sofrimento físico ou mental, pois, como dito acima, embora existam práticas que geralmente são associadas a um grupo do BDSM, o que importa realmente é a intenção dos agentes. Um exemplo: o spanking, prática geralmente relacionada ao SM, pode ser de D/s, quando a dominadora castigar o submisso para que ele a obedeça. O ponyplay, prática de disciplina e dominação, pode ser também sádica, caso o submisso odeie pôneis ou se sinta humilhada com a prática.
A complementação ou a interação entre essas duas vertentes opostas é o sadomasoquismo.
Caso uma pessoa tenha só uma tendência, daí será só sádica ou só masoquista, mas existem pessoas que são sádicas por vezes, mas também são masoquistas em outras; tais pessoas são denominadas sadomasoquistas.
São, Seguro e Consensual
Todos os atos e práticas no BDSM devem seguir o SSC, serem sãs, seguras e consensuais.
Sãs são as práticas que respeitam a razoabilidade mínima e a normalidade lato sensu, estando os praticantes em perfeito estado mental de consciência, objetividade e lucidez. Assim, não se deve praticar com o estado de consciência alterado por substâncias entorpecentes ou alucinógenas ou que de alguma forma alterem a consciência, muito menos fazer-se coisas insanas como mutilações ou até a morte.
Prática segura é aquela feita de modo a eliminar os riscos de algo sair do esperado, resultando, por exemplo, em lesões corporais, traumas psicológicos ou até mesmo a morte. Assim precauções devem ser tomadas para que tudo saia bem, como esterilizar equipamentos ou instrumentos cortantes ou perfurantes ou que de alguma forma lesionem a pele ou entrem em contato com sangue; cuidar para que o submisso esteja preparada psicologicamente para práticas de humilhação hard; cuidar ao amarrar para que não se prejudique a circulação ou se ocasione problemas circulatórios; cuidar com o manejo de facas e outros instrumentos cortantes; cuidar para não bater em pontos vitais, dentre muitos outros cuidados a depender da prática adotada.
Consensual é o item mais objetivo da tríade, significa que todas as práticas devem ser aceitas tácita ou expressamente. Para tanto existem as negociações prévias entre os participantes e a palavra de segurança(safeword, que faz parar ou diminuir o ritmo das práticas).
Negociações prévias são acordos e discussões feitas anteriormente pelos participantes, visando que cada um realmente confira se deseja fazer sessão (espaço temporal onde acontecem as práticas, geralmente são divididas em cenas (conjunto de práticas ou até apenas uma prática em si, mas que tem um fim específico)) com o outro ou outros e quais práticas tem como limites e se esses limites são absolutos ou relativos. Pode ser um acordo oral e informal ou escrito e formal. Alguns praticantes chegam aos limites do detalhismo, criando check lists, listas com inúmeras práticas, onde os participantes fazem marcações (xis) nas que gostam, nas que não gostam muito, nas que tem limitações e etc.
Limites são práticas que um praticante de BDSM não deseja fazer. Podem ser absolutos (os quais o participante imagina nunca querer fazer) ou relativos (os quais o participante gostaria de ou aceita quebrar e fazer no futuro, mas que no momento presente não são aceitáveis para ele). Exemplo: às vezes o praticante pode ter uma limitação com a prática de chuva dourada (urofilia – práticas com urina), mas que deseja superar; e ter também uma limitação absoluta com a prática de chuva marrom (coprofilia – práticas com fezes), a qual nunca deseja superar, tendo extrema repulsa em relação a isso.
Safewords são as palavras de segurança, fixadas arbitrariamente pelos praticantes, uma para parar a sessão e outra para apenas moderar a sessão, uma safeword forte e uma safeword fraca. Geralmente são escolhidas palavras estranhas ou incomuns, para que a escrava possa manter a fantasia de estar fazendo as práticas contra a sua vontade ou para não usar a palavra “não” ou para não pedir literalmente ao seu Senhor que pare a sessão, mantendo-se também uma liturgia (conjunto de rituais e aspectos formais da relação; a questão será aprofundada posteriormente). A safeword pode ser também gestual ou simbólica para os casos em que o escravo não possa se comunicar oralmente (p. ex. no caso de estar amordaçado). Pode ser também que se prefira convencionar somente uma safeword, que pare a sessão, ao invés de duas.
RACK (Risk-Aware Consensual Kink)
“Tara consensual consciente do risco”, essa é a tradução literal dessa expressão criada por um BDSMer (aquele que pratica BDSM) estadunidense para se contrapor a noção simplória do SSC.
Enquanto o SSC diz seguro, o RACK diz consciente do risco. O que esse conceito novo quer mostrar é que nada é 100% seguro na vida, mesmo se estivermos dentro de casa dormindo, algo de ruim nos pode acontecer, para se morrer basta estar vivo. Até as práticas mais simples apresentam riscos de danos físicos ou psíquicos. Aí entra a noção de minimização dos riscos, ou seja, tentar baixar o risco inerente às práticas ao mínimo possível, através dos cuidados e precauções pertinentes e estudando previamente e aprofundadamente o que se fará. O risco sempre estará presente nas práticas, mas podemos minimizá-los bastante. Claro que existem práticas que apresentam por natureza quase nenhum risco, mas existem muitas outras que têm risco médio ou elevado. Há uma escala de riscos, das práticas mais perigosas as menos perigosas.
Enfatiza-se no conceito de RACK que as partes têm de estar cientes de que existe um risco inerente mínimo e que não se pode eliminá-lo por completo. Isso também distribui um pouco da responsabilidade, que passa a não ser exclusiva do TOP (aquele que comanda a sessão; o conceito será aprofundado mais adiante), mas que também, em menor grau, transmite-se à bottom (a que é comandada; o conceito será aprofundado mais adiante). Obviamente que o TOP é que conduzirá a sessão e as cenas, mas a bottom está ciente de que as práticas com que consentiu apresentam riscos, os quais podem ser elevados, médios ou baixos, a depender do caso concreto e dos cuidados que forem adotados.
A noção de consensualidade permanece, pois as práticas serão feitas de modo consensual, conforme a expressão Consensual Kink.
O conceito de sanidade parece estar incluído no de minimização de riscos, pois ao praticar-se o BDSM com o estado de consciência alterado por substâncias entorpecentes ou alucinógenas ou que de alguma forma alterem a consciência ou ao fazerem-se coisas insanas e desmedidas o risco a saúde física e mental é gigante (não se precisa nem falar de mutilações e mortes, que por óbvio atacam a integridade física e a vida). A sanidade também como negação à relação com incapazes se mantém, pois uma pessoa insana não pode dar um consentimento válido.
PCRM (Prática Consensual com Risco Mínimo)
A expressão RACK é mais exata do que a expressão SSC, entretanto mesmo assim não é perfeitamente exata, por isso proponho um novo conceito, segundo o qual as práticas do BDSM devem ser Consensuais, almejando-se sempre o risco mínimo ou a minimização máxima dos riscos; logo, a expressão correta deve ser Prática Consensual com Risco Mínimo.
Essa nova expressão, a PCRM, além de ser mais exata, também elimina um termo que, pelo menos no Brasil, é pejorativo, o de “tara”; pois que não nos considero tarados, muito menos anormais, e sim apenas pessoas que admitiram a sua natureza e a exercem de modo sadio e dentro da lei, diferente da hipocrisia dominante que tenta negar seus instintos ou dos desejos “feijão-com-arroz” dos baunilhas.
TOP, bottom e Switcher
Essas classificações independem da orientação sexual, então, independentemente do gênero das palavras, entenda-se que se aplicam a homens e mulheres.
TOP é aquele que detém o poder da prática em questão, o ativo, aquele que faz, que promove as práticas.
Bottom é aquele que está sob o poder do TOP, o passivo, que sofre as práticas.
Switcher (SW) é aquele que por vezes, seja com o mesmo parceiro ou não, é ativo e por vezes passivo.
Um TOP pode ser sádico, dominador ou bondagista ativo ou, o que geralmente ocorre, apresentar todas essas características conjuntamente.
Um bottom pode ser masoquista ou submisso ou bondagista passivo ou, o que geralmente ocorre, apresentar todas essas características conjuntamente.
Um Switcher é por vezes TOP e por vezes bottom; isso tudo com o mesmo parceiro ou não. Pode ter uma tendência maior para um lado do chicote ou gostar igualmente das duas coisas.
Um exemplo curioso e ilustrativo seria o de um switcher sádico submisso que se relacionasse com uma switcher masoquista dominadora. Ele causaria dor nela ao comando e controle dela; ela daria, por exemplo, ordens para que ele batesse nela do jeito e intensidade que ela escolhesse. Várias outras combinações são possíveis.
Todos são SW’s?
Embora haja preconceito sobre o tema, na prática se verifica empiricamente que não existe ninguém que seja 100% alguma posição no BDSM, todos por vezes tem algumas preferências ou por vezes sentem algum tipo de desejo contrário a sua posição. Por exemplo, um TOP pode um dia sentir vontade de sentir dor, então embora ele geralmente seja TOP, por vezes pode ser bottom. Inúmeros são os casos de submissos que viraram dominadores e vice-versa em diferentes relações. Então se percebe que todos são Sw’s, geralmente com maior tendência a alguma posição específica, embora a maioria tente esconder seu passado ou seu outro lado menos evidente.
Sexo anal passivo em TOP?
Um tema polêmico tem sido o preconceito acerca do TOP querer que pratiquem sexo anal em si, que o penetrem, com isso: ou ele seria um homossexual "enrustido no armário" ou um submisso disfarçado.
Ora, nada obsta que um TOP ordene que o penetrem, pois a submissa que fizesse isso estaria obedecendo às ordens do dominador e não seria nada mais do que um instrumento de prazer dele, então ele ainda estaria no comando.
Deixemos os preconceitos baunilhas com os baunilhas, aqui eles não devem ter espaço.
Espécies e variantes de TOP
Mestra
Mestra é a TOP que não faz apenas uma sessão ou sessões esporádicas, não é um “Dominadora ou Sádica de sessão”, mas sim da “vida-BDSM”, ele conduz o(a) escravo pelos caminhos do BDSM, mostrando-lhe novas sensações e teorias, quebrando seus limites aos poucos, tem um comprometimento com ela e com seu desenvolvimento. Uma Mestra pode ser sádica, dominadora e/ou bondagista ou todas alternativas, dependendo de suas preferências.
Para que o(a) escravo (a) tenha um Mestra, não poderá ser “avulsa” ou apenas “de sessão”, mas sim ter um comprometimento com aquela Mestra. Uma Mestra pode ter vários escravos (as quais seriam “irmãos de coleira”, ou seja, serviriam a mesma Mestra), mas um(a) escravo(a) não pode ter várias Mestras, senão apenas uma; entretanto é possível que não tendo Mestra, tenha várias dominadoras, com os quais pode fazer sessões de vez em quando. Isso deriva daquele provérbio, de que um navio não pode ter mais de um comandante, senão afunda: os marinheiros devem obedecer a uma só comandante para a correta navegação do barco. Toda Mestra é Dono de seu escravo.
Dona
Dona é a proprietária do(a) escravo(a). Um(a) escravo(a) que não tem Dona é “avulso(a)” ou “livre” ou “libertino(a)”, significa que em cada sessão pode ficar com um Top diferente. A dona pode emprestar livremente o(a) seu (sua) escravo(a) para o uso de outros TOP’s, caso isso seja da preferência dela e não seja um limite dele(a).
Mentora
É quase uma mestra, a diferença é que ele não conduzirá o mentorado pelos caminhos do BDSM, apenas os indicará ou facilitará para que ele os ache. Isso significa dizer que a mentora não faz sessão com a mentorada, apenas a instrui teoricamente e também experimentalmente sobre como proceder, podendo até arranjar um par para ele. O que se deve exigir do Mentora é que ela tenha bastante conhecimento do BDSM.
Toda Mestra é também mentora de seu escravo.
Uma submissa pode ser mentora de uma dominador e vice-versa. Não importa, o que vale é que seja um bom professor, haja vista não praticará o BDSM com a mentorada, apenas lhe ensinará sobre tal.
Pronomes de tratamento
São comuns pronomes de tratamento que evidenciam a condição de TOP ou de bottom de uma pessoa, embora não entrem na classificação do tópico anterior e por isso não dê para se saber da preferência do praticante dentro do BDSM (se é, p. ex., bondagista, sádica ou dominadora) só olhando o pronome usado para se referir ao TOP ou bottom; são apenas modos respeitosos de se referir ao TOP e modos de mostrar a condição do bottom.
Assim é comum se chamar o TOP de Senhor, Lord e outros pronomes e as mulheres que são TOP’s de Rainha, Senhora, Lady e outros pronomes.
Os bottoms homens são chamados de verme, servo, cão, escravo e etc. As mulheres de escrava, serva, cadela, etc.
O praticante de BDSM pode ser chamado também de BDSMer.
Domme é sinônimo (de origem francesa) de dominatrix ou dominadora, não sendo um pronome de tratamento, senão uma classificação.
O mesmo vale para dom (abrev. de dominador), sub (abrev. de submissa(o)) e masoca ou maso (abrev. de masoquista).
O termo deusa é usado para se referir geralmente à mulher da qual os podólatras (podolatria é o fetiche por pés) idolatram os pés.
24/7, Consensual não-consensual, TPE
Uma relação-BDSM pode apresentar vários graus de profundidade. Pode ser apenas virtual no início e depois ir evoluindo e cada vez ficando mais intensa.
Quando uma relação sai do virtual e passa para o real, geralmente acontecem sessões esporádicas entre o casal e com o tempo, caso eles desejem isso, a relação pode chegar a ser full time, 24 horas por dia, 7 dias por semana, daí a expressão 24/7, embora talvez melhor expressão fosse 24X7.
Nessa relação o vínculo-BDSM é integral; a despeito de não ocorrerem sessões e práticas o tempo todo, o domínio persiste, sendo que certos ritos e atitudes podem ser convencionadas para momentos mais descontraídos, quando não se está em sessão.
Não se está dizendo que a escrava ficará recebendo chibatadas ou sendo amarrada o tempo todo, mas sim que o tempo todo tal pessoa estará à disposição do TOP, que poderá requisitá-la para alguma prática que o satisfaça a qualquer hora. Parece requisito essencial do 24/7 que o casal more junto ou ao menos muito próximo, de modo que a Dona possa dar ordens ao escravo quando quiser.
No 24/7 ainda existem as safewords: o escravo pode se negar a fazer práticas específicas se isso ferir seus limites.
O próximo estágio em termos de entrega é uma relação “consensual não-consensual”, em que o escravo pode até expor seus limites (ou deixar que o TOP vá descobrindo), mas em que ele não poderá usar uma safeword para recusar determinadas ordens. O único direito que o escravo tem é de sair da relação, de “pedir para sair”, todavia, enquanto estiver nessa relação, terá de obedecer qualquer ordem da Sua Dona. Destarte, nesse nível de intensidade, o escravo tem de escolher bem a Dona a quem se submeterá porque estará inteiramente a seu dispor, facultado a ele o direito de desistir da relação como um todo, conforme dito acima.
O tipo de relação supracitada se costuma chamar TPE – Total Power Exchange (Troca Total de Poder): todo poder é conferido ao TOP, que deve saber usá-lo de modo a adequar suas ações ao São, Seguro e Consensual.
Entretanto, existem variações desse tipo de relação, em que os participantes resolvem convencionar que nenhum deles ou que somente o escravo não poderá dizer que quer sair, que desiste da relação como um todo. Esse tipo de relação, que nega o direito de desistência do escravo ou da escrava e do dono, é errada e ilegal, pois todo ser humano tem o direito de escolher com quem conviver e se relacionar, sendo um direito inerente a nossa condição de seres humanos.
Logo, ao menos o direito do escravo e/ou da Dona acabar com a relação deve ser preservado e mantido intocado.
Liturgias e ritos
Liturgias ou ritos são formalidades, procedimentos ritualísticos que são aplicados, efetuados, durante uma sessão ou playparty (reunião de amigos ou pessoas de confiança onde se realizam práticas de BDSM; esse conceito será melhor desenvolvido adiante).
Existem os que separam a noção de liturgia do conceito de ritos.
Liturgia seriam os procedimentos formais exercidos numa playparty, na relação dos casais entre si e na relação com outros casais e particulares. Seriam mais normas sociais, coletivas, de convivência durante a play (abreviação de playparty).
Exemplos: seria um regra litúrgica exigir que os subs da play chamem todos os TOP de Senhor ou Senhora ou que todas eles usassem a mesma cor de coeca.
Ritos seriam os procedimentos formais instituídos pela TOP para sessões entre o casal ou para reger a convivência deles. Seriam regras íntimas, para o casal — e não para o grupo social.
Exemplos: seria um rito que o submisso tivesse que se ajoelhar sempre no início da sessão e beijar os pés da Dona, esperando as suas ordens; que ele sempre tivesse que se referir a Dona através de uma expressão específica (Senhor, Lord, “dono de mim”, etc.); que sempre fosse amarrado na mesma posição no final da sessão; que nunca pudesse olhar diretamente nos olhos da TOP, sempre os mantendo baixos; que tivesse de ficar em silêncio durante a sessão, aguardando as ordens da Dona, na última posição que a Dona o deixou; que sempre falasse baixo com ela; que sempre fosse vendado durante a sessão; que sempre fizesse determinadas coisas após determinados comandos (por ex. posição nº 1, nº 2, nº 3, etc.), entre vários outros ritos que vão das experiências, preferências e criatividade de cada TOP.
Coleira
Uma coleira representa um compromisso, uma relação de propriedade entre TOP e bottom. Assemelha-se ao conceito de aliança baunilha, com a diferença que somente o escravo usa a coleira, para mostrar a todos a quem pertence.
Uma coleira pode ser física ou virtual. Podem existir coleiras sociais ou de sessão.
Como se convencionou escrever nicks (apelidos virtuais) de TOP em caixa alta (maiúscula) e de bottoms em caixa baixa (minúscula), as coleiras virtuais são geralmente assim escritas: “(nome da escrava)_NOME DO TOP, por exemplo: “(subcorno)_RAINHA LAILA.”
A coleira de sessão pode ser mais refinada ou ser essas de cachorro mesmo.
No entanto, tendo em vista o preconceito social, não seria prudente alguém sair por aí com uma coleira de cachorro com o nome do dono, então se criaram coleiras sociais, que são mais discretas; podem ser apenas colares com pingentes ou símbolos que remetam a lembrança constante da Dona e de que o escravo que a porta a ela pertence.
Não obstante se possa usar uma coleira em qualquer sessão, mesmo que seja uma sessão esporádica e sem intenção de manter-se uma relação duradoura — apenas como um fetiche ou para mostrar quem manda — é comum que as TOPs que também sejam Donas, façam cenas de encoleiramento.
Rituais de encoleiramento
Envolvem alguns procedimentos, sendo que no final o escravo é encoleirado; aproxima-se do conceito de casamento baunilha.
Por exemplo, pode-se começar com o escravo de joelhos e o TOP em sua frente. Ele beija os pés da Dona e lê solenemente em voz alta um contrato de relação (onde está escrito que ele se entrega a ela numa relação BDSM em 24/7, por exemplo), diz que o aceita e depois lê um poema, então a Dona o encoleira.
Os rituais de encoleiramento podem ser privados (só entre o casal), semi-privados (na presença de amigos ou numa playparty) ou públicos (numa festa ou evento de BDSM, aberto a todos).
Meio-BDSM - Internet, festas, playpartys, munchs, clubes, confrarias, workshops
O meio-BDSM são os lugares onde ocorrem as relações entre os praticantes, onde encontramos nossos iguais.
Não obstante no Brasil esse meio não seja muito sólido e vasto como é lá fora, há certa coesão em alguns lugares.
A internet exerceu papel preponderante na criação de um meio-BDSM no Brasil, se é que podemos chamá-lo de “meio”, pois ainda é muito diluído — mas o fato é que antes da geração internet dos anos 90, e especialmente do boom da internet de 1998, não havia meio-BDSM nesse país, havia sim praticantes esparsos que não conseguiam encontrar seus iguais, diferentemente de países europeus, onde já existiam clubes temáticos há muito tempo.
Foi a internet que impulsionou o BDSM através de salas de bate-papos, listas de discussões, sites, mais recentemente blogs, que permitiram um intercâmbio entre os praticantes, permitindo que os iguais se unissem através de relações-BDSM ou mesmo apenas de amizade ou de contatos sociais. Com a internet uma dominadora do Acre poderia encontrar o seu submisso em São Paulo, por exemplo.
Por falar em São Paulo, foi lá que se formaram os primeiros clubes de BDSM do Brasil, sendo que até hoje essa capital é a que — pelo menos aparentemente, tanto virtualmente quanto presencialmente em festas e eventos — mais tem praticantes. Todavia, também há clubes e eventos no Rio de Janeiro.
Contudo, não podemos deixar de mencionar que também há focos de "vida BDSM" fora dessas duas maiores capitais do país, embora sejam apenas focos, sendo que o “grosso” do BDSM está mesmo em São Paulo e Rio de Janeiro, capitais.
Embora não haja clubes fora dessas duas cidades, há festas esparsas que costumam ocorrer de tempos em tempos em alguns estados do país. Nessas festas os praticantes podem trocar idéias num convívio social descontraído e também fazer práticas e realizar fetiches com seus iguais.
Existem também as playpartys, que são eventos mais fechados e seletos, onde pessoas que se conhecem ou que têm mais intimidade ou confiança realizam “meio que” uma “sessão coletiva” ou várias sessões individuais em seqüência, segundo liturgias próprias.
Playpartys ocorrem em vários lugares do país e de muitas nem ficamos sabendo, haja vista podem ser secretas e fechadas, entrando-se só a convite e/ou após aceitação do grupo. Entretanto existem as playpartys abertas e divulgadas, em que as pessoas podem participar desde que sigam as regras.
Aí já nota-se a diferença entra uma mera festa e uma playparty, visto que numa festa não há regras muito rígidas e todos podem participar, sendo que geralmente muitas pessoas comparecem; está mais relacionada ao conceito de “balada” baunilha, com a diferença de que são festas com decoração e algumas regras temáticas do BDSM, onde podem acontecer cenas.
Já uma playparty assemelha-se mais a um conceito de “roda de amigos”, onde se realizam apenas cenas; não é uma “balada”, é um “encontro”.
Existem também as confrarias, que são grupos fechados e geralmente secretos ou pouco divulgados que se organizam em sociedades com intuito de amizade, de fazer playpartys e de trocarem conhecimentos sobre BDSM e outros temas. Para entrar numa confraria você geralmente precisa ser convidado e aceito pelo grupo.
Ademais, há encontros sociais de BDSMers em lugares baunilhas, chamados de "munchs". Podem acontecer em qualquer região do país e são ideais para se começar a fomentar um meio-BDSM onde nada há, partindo-se depois para playpartys, cultivando o terreno para futuras festas e clubes.
Dentro dos eventos, festas e clubes podem ocorrer também workshops — aulas onde alguém exímio em algum assunto o explica para os iniciantes ou intermediários no tema específico. Por exemplo: workshops de técnicas de bondage, de ponyplay, de torturas com ceras quentes de velas, etc., explicando como se deve proceder e quais precauções se deve tomar.
Dress Code (código de vestimenta)
É uma vestimenta que identifica preferências dos participantes de eventos-BDSM e/ou permite a entrada destes.
No Brasil muitas vezes é exigido dos participantes dos eventos que: estejam trajados com roupas exclusivamente pretas, que vão vestidos com alguma roupa fetichista (roupas de couro, látex,vinil) ou mesmo fantasias eróticas ou não.
Na Europa, além do descrito acima, às vezes existem lugares em que o participante tem de ir com determinados símbolos (pulseiras, tecidos, bijuterias) que identificam suas preferências, como ser TOP, bottom, SW, ser encoleirada ou não, gostar de spanking, bondage, dogplay, etc., ser heterossexual ou homossexual, etc.
Velha Guarda versus Nova Guarda (BDSM Tradicional, Clássico ou Antigo versus "novo BDSM")
Durante a década de 90 formou-se esse meio-BDSM e a nossa cultura “meio que” se sistematizou.
Pessoas mais antigas no meio costumam reclamar que os costumes e ritos antigos, que os princípios do “verdadeiro” BDSM estão sendo muito transgredidos pela “nova turma”. É como se fosse um conflito entre gerações, entre pais e filhos.
Antigamente era comum se ver relações de puro BDSM, sem misturá-lo com condutas ou sentimentos baunilhas. Cada um, é o que dizem, cumpria o seu papel dentro do BDSM e pronto.
Acontece que, de acordo com essa visão, hoje em dia se vive uma invasão de baunilhas apimentados (fetichistas muito leves, que apreciam pequenos fetiches para apimentar a relação), de fetichistas, de pessoas despreparadas sem um mínimo de conhecimento básico e de baunilhas “paraquedistas”. Houve, como dizem, uma baunilhização do meio.
Hoje é comum vermos, com os avanços da internet e certa popularização do fetichismo na mídia, a invasão de “paraquedistas”, sem nenhuma filosofia-BDSM, querendo apenas sexo fácil, achando que o conseguirão mais facilmente aqui do que no meio baunilha. Acham que só porque uma mulher é submissa ou masoquista, que ela aceitará qualquer um. Abundam os “mestres de araque”, fingindo deter um conhecimento que não possuem. Daí muitas mulheres saem do meio, pois supõe que aqui só há enganadores e charlatões, o que não é verdade.
Acontece também a invasão de certas pessoas que gostam de determinados fetiches, mas que não são BDSMers na acepção correta do termo. Por exemplo, pseudo-submissas, que gostam determinados fetiches, como apanhar ou ser amarrada, mas que não têm o desejo de servir um dominador, ou seja, não fazem tais coisas para agradar o seu Senhor, mas apenas para realizar as suas fantasias. Claro que não se exige que a submissa faça tudo sem prazer. Na maioria das vezes a submissa gosta do que realiza, mas o foco é o prazer do dono, então ela fará também o que não gosta para agradá-lo. Se ela só aceita fazer o que gosta, visando somente seu próprio prazer, estamos diante de uma fetichista apenas, não de uma submissa (que também pode ter os seus fetiches) — nada contra os apenas fetichistas, mas usemos os termos devidamente, por favor.
Outrossim, com a popularização do BDSM nas mídias, muitas pessoas despreparadas — que embora sejam BDSMer, não estudam primeiro as práticas que pretendem fazer, violando a questão da Segurança — ocasionam acidentes de leves a graves ou até a morte, quando tudo isso poderia ser evitado se se estudasse antes o que se pretende fazer, para tanto existem livros, sites, eventos, workshops, etc. Maiores cuidados devem ser empregados em relação a práticas mais agressivas, como um spanking forte, uso de agulhas, asfixia, suturas, imobilização severa, etc.: todos os procedimentos de segurança devem ser estudados antes, minimizando ao máximo possível os riscos.
A lei da qualidade versus quantidade é válida aqui, pois com a massificação do BDSM era óbvio que haveria uma natural perda de qualidade no quadro geral de BDSMers. Seria impossível que a qualidade de um seleto grupo fosse mantida. É assim nos demais aspectos e setores da vida e sociedade, é preciso separar o joio do trigo; os melhores são poucos, por isso ostentam esse título.
Com efeito, é necessária muita cautela na escolha de seu par e também são bem vindas campanhas e veiculação de informações pertinentes, visando à elevação do nível geral de conhecimento dos praticantes de BDSM, excluindo os paraquedistas e enviando-os de volta ao avião do qual caíram rs.
Outrossim, está comum atualmente uma mescla de BDSM e coisas baunilhas. Existem praticantes que se casam com seu par e/ou que misturam romantismo e BDSM, como, por exemplo, levar a escrava (e namorada) para um jantar romântico, para uma sessão de cinema, tratá-la com adjetivos carinhosos, levá-la para uma viagem romântica e outros atos tão comuns no mundo baunilha.
Não se julga errado a mistura do BDSM com romantismo e/ou outras práticas baunilhas; cada casal sabe de si e do que é melhor para si. Desde que tudo seja feito de modo consensual, honesto e claro e com segurança, não há problema. Entretanto, que as terminologias sejam mantidas, com o fim de rigor terminológico e para facilitar a comunicação entre as pessoas. Então, se é baunilha, seja baunilha. Se é fetichista, que o seja. Se quer misturar romance e BDSM, que os misture; e assim por diante. Todavia, se você é, por exemplo, apenas fetichista, por que querer se denominar BDSMer? Não há status maior nisso. Caso queira misturar BDSM e romantismo, quando se referir a coisas baunilhas e românticas, que admita NÃO tratar-se de BDSM. Cada termo deve ser empregado corretamente para evitar mal-entendidos.
A visão que a sociedade tem: perspectivas
Tem se visto uma abertura em relação ao BDSM na sociedade, nossa imagem tem sido mais positiva por causa dos vários materiais de comunicação que vêm, aos poucos, de forma tímida, desmistificado o BDSM como doença; vários filmes, revistas, livros, artigos e até pesquisas científicas vieram nesse sentido, expondo a nossa cultura underground para as massas e nos tornando mais populares; isso é um processo de abertura que começou com Sade e Masoch e continua até hoje.
Não obstante, o preconceito ainda é forte e muito demorará para que possamos falar abertamente sobre o tema com qualquer pessoa ou andar com uma camisa escrito: “sou sadomasoquista”. Devemos apenas falar de nossas preferências para quem está preparado, ou seja, para quem também é BDSMer ou para quem, mesmo baunilha, é de confiança e tem a mente aberta, é livre-pensador ou ao menos não é preconceituoso ou discriminador nesse tema. Na dúvida, o melhor é ficar em silêncio e não contar nada, visto que não sabemos a reação que as pessoas podem ter em um assunto como esse, envolto em preconceito, ignorância e discriminação; algo que na verdade é tão simples de se entender e se respeitar. Entretanto as pessoas geralmente não gostam do diferente e o discriminam, então tomar precauções para que não sejamos “descobertos” é de bom tom, não revelando nossas preferências abertamente, no máximo usando algum símbolo característico do BDSM, como o triskele — que representa as três tríades: o B/D, o D/s e o SM; o SSC; e o TOP, bottom, switcher; algo que aqui no Brasil ainda é seguro, porquanto a população pouco sabe sobre nós e muito menos ainda sobre nosso símbolo; o mesmo não vale, p. ex., para os estadunidenses, onde tal símbolo, segundo dizem, já é conhecido dos baunilhas, ocasionando preconceito o seu uso.
BDSM e Sexo Seguro
Os praticantes responsáveis e maduros do BDSM primam pela segurança nos relacionamentos, envolvendo ou não sexo. Especialmente quando as práticas envolvam uso de instrumentos que possam ferir a pele da pessoa submissa.
Quando o relacionamento envolvendo sexo se dá de forma não-exclusiva, com múltiplos parceiros, é absolutamente essencial a utilização de proteção de barreira do tipo "camisinha", seja ela masculina ou feminina. Além disso há procedimentos para limpeza e esterilização de instrumentos que sejam usados por mais de uma pessoa, evitando, dessa forma, possibilidade de propagação de doenças, sejam ou não DSTs.
Símbolos
Bandeira Leather Pride, um símbolo da subcultura BDSM e Fetichista.
Emblema triskelion do BDSM.
O símbolo oficial da comunidade BDSM é uma derivação do triskelion. O Triskelion é a forma básica do emblema, com três "braços" curvados para fora do centro e fundindo-se com um círculo abrangente. O Triskelion é uma forma antiga, que teve muitos usos e muitos significados em muitas culturas.
O símbolo BDSM verdadeira deve atender aos seguintes três critérios: 1) Os aros e os raios são de um metal de cores, indicando neste caso ouro, ferro e prata. 2) Os aros e os raios são de largura uniforme com os braços girando em sentido horário. 3) Os campos internos são pretos. 4) Os buracos nos campos são verdadeiramente buracos e não pontos.
Mais informações sobre o símbolo pode ser encontrado em The Emblem Project
Os itens e estilos de BDSM e fetiche têm sido amplamente difundidos na vida cotidiana dos sociedades ocidentais por diferentes fatores, tais como moda de vanguarda, heavy metal??, subcultura gótica, e séries de TV de ficção científica, e muitas vezes não são conscientemente conectados com suas raízes BDSM por muitas pessoas. Embora tenham sido confinados principalmente às subculturas Punk e BDSM na década de 1990, desde então têm se disseminado para partes mais amplas das sociedades ocidentais.
A bandeira do orgulho de couro é um símbolo para a subcultura de couro e também amplamente utilizado dentro de BDSM. Na Europa continental, o Anel de O é difundido entre os praticantes de BDSM. O Triskelion é comum em comunidades de língua inglesa.
A coleira é um símbolo de submissão muito popular entre os praticantes de BDSM.
Assinar:
Comentários (Atom)